Caliman aborda desenvolvimento econômico para Nordeste do ES

O economista e um dos fundadores do ES em Ação, Orlando Caliman fez uma análise sobre as perspectivas, potencialidades e desenvolvimento dos municípios da região Nordeste do Espírito Santo, em reunião da Rede Empresarial na sede da Assenor. Ele avaliou o desempenho da região nos últimos anos e as possibilidades que se podem ter para o futuro.  

“Embora com grande potencial de desenvolvimento, a microrregião nordeste, centralizada por São Mateus, composta por 10 municípios, não tem apresentado um bom desempenho econômico no período de 2002 a 2018, segundo dados do PIB publicados pelo IBGE. Enquanto na média as demais microrregiões do Espírito Santo apresentaram taxas médias anuais de variação do PIB real acima de 2%, a microrregião Nordeste teve seu PIB diminuído anualmente a uma taxa de 0,73%”, disse o economista.

Segundo ele, não é um bom desempenho se comparado com o histórico da economia capixaba, que inclusive tem avançado de forma mais forte nos anos mais recente, especialmente em 2021.

Setor industrial e agronegócio

“A atração de bons investimentos no setor industrial, especialmente com a Marcopolo, Placas do Brasil e outras não conseguiu neutralizar perdas decorrentes sobretudo da exploração de petróleo. A redução drástica das atividades da Petrobrás impactou negativamente a economia local”, afirmou Caliman.

De acordo com Caliman, no agronegócio, por exemplo, também houve um grande impacto com a forte redução das atividades vinculadas o setor sucroalcooleiro.

“Em termos de perspectivas podemos vislumbrar potencialidades e oportunidades em setores como café, pimenta do reino, fruticultura (que perdeu fôlego com saída da Suco Mais), turismo, atividades agroflorestais e granito”, explicou.

Potencial para desenvolvimento

“A microrregião tem potencial para se transformar em “hub” educacional, inclusive com área de influência que vai além do Espírito Santo, indo ao sul da Bahia e a Minas Gerais. Uma boa base educacional poderá ser o grande atrativo para novos negócios”, disse o economista Orlando Caliman.

No entanto, um dos grandes desafios, senão o mais importante deles, destacados pelo economista, está na infraestrutura e logística de integração com grandes mercados, em especial externo.

O economista acrescentou que as limitações impostas pela BR 101 funcionam como barreiras ao crescimento da região; o acesso a portos, por exemplo, pode ser visto como um dificultador logístico e é possível que com a implantação do porto da Imetame, em Aracruz, esse problema possa ser amenizado. Entretanto, ainda perdurará o gargalo da BR 101.

“Pensar no desenvolvimento futuro da microrregião passa necessariamente por investimentos, de um lado na educação e de outro em infraestrutura de conexão com a economia interna e externa. Pressupõe também a construção de um ambiente de negócio diferenciado que possa atrair investimentos de fora e motivar aqueles de negócios e empresas já instaladas”, acrescentou.

Caliman encerrou mostrando como é o caminho para o desenvolvimento econômico da região.

“Na história do desenvolvimento econômico de países não há registro de sucesso que não tenha passado necessariamente primeiramente pela educação e na sequência na qualidade das instituições, ambiente de negócio com uma boa gestão pública. Esse é o caminho!”, concluiu.

Reunião da Rede Empresarial

Assenor sediou o Encontro da Rede

Caliman foi o convidado especial do Encontro da Rede Empresarial, do movimento empresarial com o apoio da Associação Empresarial do Litoral Norte do Espírito Santo (Assenor), no último dia 26 de setembro. Ele trouxe como tema para debate “Desenvolvimento Econômico: Perspectiva e Potencialidades para os Municípios da Rede Empresarial”.

A Assenor sediou o encontro da Rede, que acontece a cada mês em uma cidade, permitindo que as associações ligadas à Rede Empresarial assumam o protagonismo em apoiar e desenvolver as ações da reunião, em parceria com o movimento empresarial.

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