O excesso de burocracia no setor público é um campo fértil para a corrupção

Secretário de Estado de Economia e Planejamento aborda como a desburocratização pode ajudar no combate à corrupção, assunto que será tema de debate no 2º Fórum Brasil GRC

Burocracia. No imaginário popular, essa palavra carrega forte conotação negativa, associada à lentidão e ao excesso de normas e exigências de serviços ligados a órgãos públicos. Problema que emperra a máquina administrativa do Estado, irrita desde o cidadão comum a grandes grupos empresariais e também se torna campo fértil para a proliferação de um outro mal: a corrupção.

Essa questão será debatida no 2º Fórum Brasil GRC – Governança, Riscos e Compliance, que acontece no dia 8 de abril, a partir das 8 horas, no Vitória Grand Hall, em Santa Luiza, Vitória. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site forumbrasilgrc.com.br. O tema estará em discussão durante o painel “Desburocratização, segurança jurídica e combate à corrupção: como resolver esta equação?” Vão tratar desse assunto o diretor de Compliance do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Henrique Bastos Rocha, e o deputado federal pelo Espírito Santo Felipe Rigoni, sob a moderação do secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc.

“O excesso de burocracia no setor público é um campo fértil para a corrupção. Por isso, discutir o processo burocrático é uma importante contribuição para reduzirmos os riscos de desvios nos setores público e privado”, destaca Álvaro Duboc.

Em entrevista ao Espírito Santo em Ação, Duboc também comentou como lida com essa questão à frente da Secretaria de Estado de Economia e Planejamento.

Qual a importância de um evento como o Fórum Brasil GRC, que discutirá governança, riscos e compliance, no âmbito público e privado?

O enfrentamento à corrupção está na agenda política e social, sobretudo em razão dos acontecimentos recentes. Discutir governança, risco e compliance é uma oportunidade para consolidarmos a cultura da transparência, da ética e da conformidade nas relações público-privadas.

Como o senhor lida com essa temática no dia a dia, à frente da Secretaria de Economia e Planejamento?

A Secretaria de Economia e Planejamento (SEP) tem papel central na governança corporativa do governo do Espírito Santo, tanto na gestão fiscal quanto nas ações de monitoramento de avaliação das políticas públicas, na elaboração e execução do processo orçamentário, com participação da sociedade capixaba, por meio da realização de audiências públicas. A arquitetura de governança dos projetos e programas prioritários do governo confere à SEP uma visão sistêmica da agenda estratégica e o alinhamento do governo, com vistas a sustentar e priorizar o interesse público sobre os interesses privados.

O senhor participará de um painel que debaterá desburocratização e combate à corrupção. O que o público pode esperar dessa discussão?

O excesso de burocracia no setor público é um campo fértil para a corrupção. Quanto mais instâncias, rotinas e decisões forem agregadas aos processos, maior a chance de favorecimentos de comportamentos desviantes. A gestão pública deve priorizar as entregas com responsabilidade, celeridade e transparência. Discutir o processo burocrático na gestão pública é uma importante contribuição para reduzirmos os riscos de desvios nos setores público e privado.