Edmar Camata vai abordar ações de transparência e controle do Estado no 2º Fórum Brasil GRC

À frente da Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) desde o início deste ano, Edmar Camata tem o desafio de comandar uma repartição que é responsável pela realização de auditorias e inspeções de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nos órgãos e entidades do poder público estadual. E é sobre esse desafio que o secretário estadual, bacharel em Direito e policial rodoviário federal falará durante a cerimônia de abertura do 2º Fórum Brasil GRC – Governança, Riscos e Compliance, no dia 8 de abril, a partir das 8 horas, no Vitória Grand Hall, em Santa Luiza, Vitória.

Camata será um dos 11 palestrantes confirmados no evento, cujas inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site forumbrasilgrc.com.br. E abordará os mecanismos de transparência e controle que estão sendo implantados no âmbito do governo, como o recém-lançado Programa de Integridade do Poder Executivo Estadual.

A expectativa da Secont é que a adoção de práticas de integridade crie um ambiente de credibilidade no relacionamento com o poder público, favorecendo a atração de novos investimentos para o Estado. Além de estimular a melhoria na qualidade do serviço prestado à população.

“A prevenção de riscos ligada à governança se mostra mais eficiente e de menor custo nas organizações do que as ações de repressão. No setor público, não faltam ferramentas de controle. Mas é preciso saber direcioná-las”, destaca Edmar Camata.

 

O que o senhor pretende abordar em sua participação no Fórum Brasil GRC?  

A intenção é fazer uma apresentação breve sobre a Secont e os seus eixos de atuação: transparência, controle interno e integridade governamental e empresarial.

Qual a importância de um evento que discute governança, riscos e compliance nos setores público e privado, como o Fórum Brasil GRC?

A prevenção de riscos ligada à governança se mostra mais eficiente e de menor custo nas organizações do que as ações de repressão. No setor público, essa discussão tem peculiaridades, pois envolve a mudança de leis e o uso de ferramentas que até então não eram presentes. No Espírito Santo, lançamos em março o Programa de Integridade do Poder Executivo Estadual, e o diálogo constante com o setor privado é de grande importância para a evolução desse debate no setor público.

Como o senhor  vê os cuidados com o controle e a transparência no setor público atualmente?

Estamos em um momento no qual a preocupação com a transparência é muito grande. Mas é preciso nos atentarmos também para o momento seguinte. Não basta disponibilizar dados. É preciso qualificá-los e transformá-los em instrumento útil para as pessoas.

Com relação ao controle, é importante ressaltar que ferramentas no poder público não faltam. É importante, contudo, direcioná-las ao resultado efetivo em forma de políticas públicas, evitar o retrabalho das áreas de controle e atuar de forma concomitante aos processos de compras. Nesse sentido, a análise de prevenção de riscos e outras ações idealizadas a partir dos Programas de Integridade são fundamentais.