Gustavo Ribeiro*
Mudanças climáticas, pressão sobre recursos naturais, transformações tecnológicas e desafios econômicos e sociais não são temas que se conectam de alguma forma. Eles se influenciam e, juntos, determinam como vivemos: a segurança do abastecimento de água e energia, o custo de vida, a capacidade de gerar empregos, a qualidade do ambiente urbano, a competitividade das atividades produtivas e a resiliência diante de crises.
A sustentabilidade virou um diferencial necessário de liderança. Liderar é ter capacidade de gestão e visão macro para entender problemas reais da sociedade e manter o foco naquilo que melhora a vida das pessoas. É ter responsabilidade financeira para investir, priorizar e entregar resultados, sem perder de vista eficiência e qualidade do serviço. É ouvir, dialogar e tomar decisões baseadas em números, avaliando riscos e impactos antes de comprometer recursos.
A agenda socioambiental não é apenas uma prevenção contra riscos, mas é também de oportunidades. Cadeias estão se reorganizando e investimentos ganham maiores destaques em torno de eficiência, eletrificação, combustíveis renováveis e inovação industrial. A transição energética, pode ser motor de desenvolvimento e diferenciação para o Brasil ao criar novos mercados, exigir qualificação e acelerar ganhos de produtividade. Preservação ambiental e boa gestão de recursos, se traduzem em qualidade de vida: água mais segura, cidades mais saudáveis, turismo fortalecido e um território mais resiliente.
É nesse espírito que o ES em Ação, por meio do Programa Be Leader, busca formar lideranças socioambientalmente conectadas. A proposta não é criar especialistas técnicos, mas líderes capazes de fazer as perguntas certas, interpretar dados, governar prioridades e construir convergências entre setores.
Ao fortalecer lideranças com essa visão sistêmica, amplia-se a capacidade de antecipar riscos, atrair investimentos responsáveis e gerar desenvolvimento com equilíbrio entre crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental. Mais do que uma tendência, trata-se de uma estratégia essencial para garantir competitividade, estabilidade institucional e qualidade de vida no longo prazo.
Para o Espírito Santo, fortalecer esse repertório é preparar gente para decidir melhor, executar com mais qualidade e aproveitar, com responsabilidade, as oportunidades de um mundo em transformação — em sintonia com a visão de futuro do Plano ES 500 Anos, que projeta um estado mais inovador, sustentável, resiliente e socialmente justo para as próximas gerações.
*Diretor de Formação de Lideranças do ES em Ação
