Assenor dá pontapé inicial a projeto que preserva nascentes

Na semana em que se comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, o Norte do Estado dá um bom exemplo de cuidado com a natureza. Com o apoio de 20 entidades, o Projeto Água na Mesa vem ajudando na recuperação de rios e córregos em São Mateus, por meio do plantio de árvores para a preservação de nascentes.

Criado no ano passado por iniciativa do Comitê de Meio Ambiente da Associação Empresarial do Litoral Norte do Espírito Santo (Assenor), o projeto começou a ser estruturado a partir da grave crise hídrica enfrentada por São Mateus, entre 2016 e 2017.

“Nessa época, o rio Cricaré, que é usado para o abastecimento da cidade, baixou de nível e foi invadido pela água do mar. Com isso, a população acabou sendo obrigada a receber água salobra (mistura de águas salgada e doce). Para não terem de beber essa água, alguns moradores recorreram a poços e caminhão-pipa”, conta Márcia Natale, secretária Executiva da Assenor e gestora do projeto Água na Mesa. “No ano passado, o Comitê de Meio Ambiente da Assenor entendeu que, mais importante do que dar água à população no período de crise, é garantir que a água não falte. Fizemos reuniões e concluímos que cuidar das nascentes seria a alternativa mais viável para evitar nova crise hídrica”.

Assim, o projeto teve início com a meta de conscientizar moradores sobre a importância da preservação de mais de três mil nascentes, distribuídas em 19 microbacias na região.

“Fizemos visitas aos produtores rurais, que assinaram termo de adesão ao projeto. As comunidades onde as nascentes estão inseridas também foram envolvidas, assim como escolas”, destacou Márcia. “A chegada do projeto trouxe um ar de esperança para os produtores, porque eles não conseguem focar em cuidar da nascente. A energia deles está canalizada para a produção, visando ao sustento da família. Ter alguém se preocupando com a preservação da água, vai ajudá-los bastante”.

As ações, até o momento, já estão contemplando 25 nascentes situadas na microbacia do Rio Preto. “Essa bacia foi escolhida por ser a mais extensa, com maior número de nascentes. Começamos com 25, depois vamos para mais 25, até chegarmos a todas as nascentes recuperadas e plantadas”, explica a gestora do projeto.

A recuperação das nascentes, em áreas degradadas, é feita por meio do plantio de árvores nativas da Mata Atlântica. No sábado (1º de junho) e na quarta-feira (5), duas ações foram realizadas, com o apoio das comunidades, de estudantes e até de escoteiros.

“Há um olhar sensibilizado da população para o meio ambiente. O que precisa é que alguém levante essa bandeira para muitos irem junto, embarcando nessa onda do bem”, observa Márcia.

Pelo menos mais duas ações de plantio serão realizadas ainda em junho pelo projeto, que já conta com o apoio de 20 entidades: Cáritas Diocesana, Comitê da Bacia do Rio Cricaré, Projeto Araçá, Ufes, FVC (Faculdade Vale do Cricaré), Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Idaf, Incaper, Sindicato Rural, Lions Clube, Conselho de Segurança da Região dos Quilômetros, Conselho de Segurança de São Mateus, Emflora, Suzano, Coopbac (Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré), OAB, Crea, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e 7° Grupo Escoteiro Agenor de Souza Lé.

870c59b1-96cb-4be8-b266-5b23cf32e7d7 WhatsApp Image 2019-06-05 at 12.53.27 WhatsApp Image 2019-06-05 at 12.53.28 WhatsApp Image 2019-06-05 at 12.53.29 WhatsApp Image 2019-06-05 at 12.53.31
<
>