“Precisamos nos adaptar às grandes mudanças que vão ocorrer no mundo”

O ano de 2018 vai ficar marcado pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Espírito Santo em Ação na área de educação, na visão do diretor de Projetos, João Brito. Mas não é só isso. Para o gestor, a participação em discussões importantes, como a gestão da saúde, os projetos de barragens e de gestão pública e o desenvolvimento de lideranças também colocaram o movimento empresarial é uma posição de protagonismo no cenário capixaba.

Para 2019 e os próximos anos, porém, é preciso ir além. O diretor de Projetos vê a necessidade de o Espírito Santo em Ação se envolver ainda mais nos debates sobre inovação, como forma de preparar o Estado para lidar com as tecnologias. “Precisamos nos adaptar às grandes mudanças que vão ocorrer no mundo nos próximos anos”, disse João Brito, em mais uma entrevista da série com diretores do movimento empresarial.

O senhor está completando um ano no Espírito Santo em Ação. Que avaliação faz desse período?

Foi um período muito bom, de grande aprendizagem em vários níveis. Primeiro, na dinâmica da organização e dos projetos, e depois nos temas. Alguns assuntos que foram discutidos, para mim, eram desconhecidos. Gostei muito e aprendi ainda mais!

Qual foi o projeto mais relevante do Espírito Santo em Ação em 2018?

É difícil escolher um projeto específico, até porque a atuação do movimento é muito abrangente e temos projetos em diferentes níveis de desenvolvimento, alguns muito maduros e já com resultados, outros ainda em fase de estruturação. Mas posso dizer que 2018 foi um ano em que houve o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na educação, que provavelmente vai evoluir para um caminho de maior autonomia. Mas foi também o ano em que se iniciaram várias discussões importantes, como o sistema de Gestão da Saúde ou o projeto de barragens, que tem como objetivo criar melhores condições para lidar com potenciais crises hídricas futuras, bem como a nossa participação no Funcitec (Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia), que acabou aprovando projetos para o setor logístico e de gestão pública. E, por fim, o apoio à dinamização da rede empresarial e ao desenvolvimento de lideranças, que são áreas que vão permitir que a atuação do Espírito Santo em Ação seja mais descentralizada e atuante a nível regional, onde já houve bons avanços em 2018. Esses são apenas alguns exemplos.

Em que projetos o Espírito Santo em Ação pode avançar em 2019?

A educação vai continuar a ser uma área forte de atuação, mas acreditamos que o desenvolvimento de lideranças e o desenvolvimento da gestão pública são áreas que certamente vamos trabalhar bastante no próximo ano. E depois temos o tema inovação, que é algo que temos que trabalhar mais para nos prepararmos e prepararmos o Estado para lidar com as tecnologias que brevemente serão uma realidade capaz de transformar fortemente o ambiente de negócios e a sociedade em que vivemos.

Como o senhor vê o Espírito Santo em Ação daqui a 10 anos?

Como todas as organizações, o Espírito Santo em Ação vai ter que se adaptar às grandes mudanças que vão ocorrer no mundo nos próximos anos. Vamos ter que trabalhar para garantir que o Estado do Espírito Santo vai estar preparado e vai liderar, ao nível de políticas públicas, a educação para lidar com a automação crescente e a inteligência artificial aplicadas em praticamente todos os setores de atividade. Enquanto organização, temos que nos preparar para sermos líderes na discussão desses temas e, sobretudo, na sua adoção e inclusão na sociedade, permitindo assim que o Estado possa estar na vanguarda também nestas áreas e ser uma referência no Brasil.