O momento é de alavancar ainda mais o Estado

Ao completar 15 anos de atuação, o Espírito Santo em Ação encerra um ciclo, em que se orgulha de ter colaborado para que o Estado se tornasse referência em aspectos como equilíbrio fiscal e desenvolvimento da educação, e dá início a outro, estabelecendo novos desafios tendo como perspectiva o ano de 2035. É isso o que anuncia o diretor de Gestão, Paulo Wanick, na abertura da série de entrevistas especiais com gestores do movimento empresarial.

Nesse bate-papo, além de tratar do planejamento estratégico para 2019, Wanick faz um balanço das mudanças ocorridas no Espírito Santo em Ação este ano e também comenta o papel do movimento em incentivar a implantação de modelos de governança, riscos e compliance nas gestões privada e pública, confirmando a realização de mais uma edição do Fórum Brasil GRC, em 2019.

Qual tem sido o papel da Diretoria de Gestão dentro do Espírito Santo em Ação?

PAULO WANICK – A diretoria de gestão executiva é responsável por toda a parte administrativa e financeira do Espírito Santo em Ação. É a retaguarda das atividades do instituto. Tem um papel transversal, porque dá suporte para que todos os eixos de atuação do movimento sejam atendidos. Também cuida das discussões sobre compliance, que nada mais é do que o pavimento para que todas as transações sejam feitas da melhor maneira possível.

Este ano, o Espírito Santo em Ação mudou para uma nova sede. Por que houve essa necessidade e qual foi o resultado dessa mudança?

Como responsável pela parte administrativa, percebemos que a antiga sede estava aquém das nossas necessidades. Tínhamos uma ineficiência econômico-financeira quando precisávamos realizar alguns eventos junto aos comitês temáticos e também discutir questões relacionadas à diretoria e aos conselhos. Percebemos que com a mudança, poderíamos dar mais conforto aos nossos colaboradores e proporcionar maior qualidade no trabalho, com tecnologia aplicada, além de garantir uma economia de custos. Foi uma relação ganha-ganha, na qual conseguimos encontrar um espaço adequado, capaz de abrigar todas as nossas necessidades de dia a dia, incluindo também as constantes reuniões que temos junto aos stakeholders.

Este ano, o Espírito Santo promoveu o 1º Fórum Brasil de Governança, Riscos e Compliance (GRC), que foi um enorme sucesso. A segunda edição, em 2019, já está confirmada?

Criamos o Fórum Brasil de GRC para discutir questões envolvendo o compliance, a governança e o gerenciamento de riscos, que são atribuições importantes do gestor, do empreendedor e do executivo, mas também do Estado, em todos os seus poderes. A aplicação do GRC é fundamental para pavimentar o ambiente de negócios no Estado. Precisamos fomentar essa discussão e motivar as empresas a entender as consequências de ter e de não ter uma estrutura de gerenciamento de risco dentro das suas organizações, além de uma governança eficaz, que respeite as instituições e as relações entre os agentes públicos e privados. No evento deste ano, contamos com a participação de cerca de 400 pessoas, de todas as áreas. Para 2019, é bem provável que o fórum aconteça em março.

O que pode ser adiantado a respeito do planejamento estratégico para 2019?

Estamos encerrando um ciclo, de muito sucesso e empreendimento, nesses primeiros 15 anos do Espírito Santo em Ação, que contribuiu muito para que o Estado se tornasse referência não só em resultados fiscais, mas também nos índices de educação e em alguns outros. Mas isso é passado. O momento agora é de repensar e avaliar o que pode ser feito de maneira ainda mais eficaz, para alavancar ainda mais o Estado.

E qual será o foco desse novo ciclo?

Estamos dando foco em três pilares como priorização estratégica: a educação voltada para todos os níveis da sociedade; a excelência na gestão, sobretudo a pública; e, finalmente, o desenvolvimento de novas lideranças. Isso sem deixar de lado tudo o que concerne à estratégia do 2030. Inclusive, agora, estamos revisitando essa data para olhar um horizonte ainda maior, ampliando a perspectiva para 2035. Porque se não mantivermos a pegada e não criarmos um outro norte, ainda mais desafiador, vamos cair em uma rotina que vai trazer muitos resultados negativos. O momento agora é de fechar um ciclo e criar um novo, estabelecendo novos desafios e planos de ação para que possamos dar continuidade ao trabalho que foi tão bem feito nesses 15 anos.