Jovens assumem responsabilidade para liderar mudanças na Região Sul

Há um ano, o Instituto de Formação Mais Líderes entrou em cena, em Cachoeiro de Itapemirim, com um objetivo bem definido. Dar aos jovens mais autonomia, de forma a se tornarem protagonistas de mudanças, seja no cenário local ou até nacional. E, assim, ajudar a transformar a realidade ao seu redor.

“No cenário atual, cada vez mais precisamos assumir a responsabilidade pelas mudanças que tanto queremos, atuando como agentes transformadores na nossa área de atuação, o que acaba por refletir em toda a sociedade”, explica Thais Heringer Moreira, coordenadora do Instituto de Formação Mais Líderes.

Vinculado ao Movimento Empresarial Sul do Espírito Santo (Messes), o instituto planeja algumas ações para mobilizar as jovens lideranças da região Sul, ainda este ano. Em entrevista à equipe do Espírito Santo em Ação, Thaís Heringer e o vice-coordenador, Humberto Dias Viana Junior, contaram a história e as perspectivas de atuação do grupo.

Como surgiu o Instituto de Formação Mais Líderes?
Há vários anos, já vem ocorrendo um movimento em todo o Brasil, visando à formação de uma juventude apta não somente a suceder seus antecessores à frente de empresas e organizações, mas também como agentes transformadores da sociedade. No Espírito Santo, o precursor do processo foi o Líderes do Amanhã (vinculado ao Espírito Santo em Ação), vindo a surgir, posteriormente, outros grupos espalhados pelo Estado com um propósito semelhante. Iniciamos a célula, no Sul do Espírito Santo, em 2018, como um projeto do Messes voltado para o desenvolvimento da liderança nas áreas de atuação.

Quais são os principais desafios enfrentados?
Nossos desafios são constantes e comuns ao início de qualquer projeto, desde a formalização do instituto até a manutenção de encontros de qualidade com pessoas que acreditem na proposta e queiram de fato fazer parte do processo. Atualmente, buscamos nos estabelecer com o acolhimento de novos membros que se identifiquem com o propósito do instituto, tenham o interesse de buscar o seu autodesenvolvimento e, consequentemente, auxiliem no desenvolvimento do grupo como um todo e da nossa região.

Como é a rotina de encontros?
Nossas atividades ocorrem quinzenalmente e se dividem em visitas técnicas, leitura e discussão de livros voltados para economia, finanças, desenvolvimento pessoal e filosofia, bem como na realização de exposições de palestrantes sobre temas diversificados para os nossos associados.

Qual é a importância de investir na formação de lideranças?
No cenário atual, cada vez mais precisamos assumir a responsabilidade pelas mudanças que tanto queremos, atuando como agentes transformadores na nossa área de atuação, o que acaba por refletir em toda a sociedade, seja na hierarquia de empresas ou até mesmo na realidade do poder público. Durante muito tempo, faltou ao jovem brasileiro um viés liberal. Os institutos vieram para apresentar essa perspectiva de economia de mercado, fazendo um contraponto às ideias que até então eram apresentadas aos nossos jovens, mais voltadas para um pensamento de esquerda. Dessa forma, o instituto de formação tem uma enorme importância, quando incita o jovem a pensar, desenvolver ideias, discutir com outros jovens e assimilar pontos de vista diferentes, para, dessa forma, construir um pensamento que permita que ele assuma esse protagonismo, em nível local ou nacional.

Que tipo de ações o instituto planeja realizar na região?
Em 2019, o Mais Líderes começará a organizar eventos abertos ao público, como forma de ganhar mais visibilidade. Dessa forma, em julho, realizaremos um workshop. Também planejamos promover o nosso primeiro fórum no final do ano.

Há alguma articulação do grupo com outros institutos de formação de liderança?
O Mais Líderes ainda está em uma fase inicial e, neste momento, o nosso objetivo é nos fortalecermos para, assim, passarmos a ter ações mais consistentes. Porém, por meio do Espírito Santo em Ação, foi criada a Rede de Formação de Lideranças, que permite a conexão com todos os outros grupos do Estado, possibilitando o compartilhamento de experiências e a articulação entre os grupos.