ES em Ação recebe secretário de governo Wagner Lenhart

O ES em Ação tem promovido para associados e parceiros do movimento empresarial, uma conversa para aprofundar o entendimento do que pode mudar com as reformas que precisam ser realizadas para o crescimento do país. E na manhã desta terça-feira (03), a instituição recebeu o secretário de Gestão e Desempenho Pessoal, Wagner Lenhart, para falar sobre Reforma Administrativa.

Wagner começou sua apresentação destacando sua pauta frente à secretaria. “É gestão de pessoas, e considero ela fundamental para qualquer organização. Sabemos que hoje o principal ativo de qualquer organização, mais do que capital, mais do que patrimônio imobiliário, são as pessoas, é isso que está fazendo a economia do futuro avançar. ”

O secretário do governo federal destacou que é preciso caminhar cada vez mais para uma gestão de pessoas estratégicas, que pense o todo e na administração de um modo geral, para assim, transformar a unidade de gestão de pessoas do Governo federal em uma unidade de gestão estratégica e não só operacional.

Reforma Administrativa

De modo geral, a Reforma Administrativa consiste na transformação de funções, sistemas, procedimentos, atitudes e estruturas administrativas das dependências e entidades públicas, para que se tornem alinhadas às estratégias de desenvolvimento e fortaleçam a capacidade executiva do Estado.

Atualmente, o governo federal tem uma despesa alta e crescente com pessoal do setor público, que também abrange estados e municípios. “Hoje a despesa está em 13% do nosso PIB, e se seguir no mesmo ritmo que está agora, em 2030 pode chegar a 14,8% do PIB”, ressaltou o secretário.

Lenhart avalia que um dos objetivos com a reforma administrativa é equilibrar essa equação. “Por um período esse equilíbrio se perdeu, não foi feito um planejamento adequado. Por isso a gente está enfrentando esse problema hoje – não só no governo federal, mas também em muitos Estados e municípios”, disse.

Um dos desafios para reduzir a folha de pagamento, que atualmente é pesada, é acabar com o sistema atual, que é obsoleto, disfuncional e difícil de administrar. No governo federal ainda existem servidores para as funções de chaveiro, discotecário, operador de telex, datilografo e operador de vídeo cassete.

“Então precisamos trabalhar em uma nova administração e avançar em mudanças. Pois precisamos ter maior flexibilidade para contratar, para fazer com que as pessoas sejam requalificadas e que a gente tenha realmente pessoas que vão fazer a diferença para a prestação de serviço. ”

 

Números do tamanho do Estado

Folha de pagamento – R$ 108 bilhões

Número crescente de servidores – de 532 mil em 2003 para 712 mil em 2019.

10.926 servidores somente no Espírito Santo.

Número de servidores para cuidar da folha de pagamento – 15,5 mil

43 Planos, 17 carreiras e mais de 2000 cargos

29 Ministérios

242 fundações

125 autarquias

32 escolas

131 mil funções e gratificações em mais de 40 mil tipos diferentes.

164 Estatais com controle direto

637 estatais, subsidiárias e participações em empresas privadas;