Continuar evoluindo para manter uma organização jovem e atuante

Nesta quarta entrevista da série com gestores do movimento empresarial, a conversa é com o diretor de Desenvolvimento, Fabio Brasileiro, que aborda os projetos estratégicos, os desafios e as oportunidades de desenvolvimento do Estado, com os comitês de meio ambiente e desenvolvimento.

Fabio também cita o reconhecimento de entidades e lideranças de outros estados ao papel desempenhado pelo movimento no Espírito Santo e conta com os futuros membros dos comitês para buscar avanços significativos nos temas relevantes para sociedade capixaba.

Este ano o Comitê de Meio Ambiente trabalhou nas pautas de licenciamento e recursos hídricos. Quais os desafios do meio ambiente no Estado para 2019?

Estes temas estão vivos e ainda demandam atenção e uma abordagem mais propositiva. O meio ambiente precisa aproveitar melhor as tecnologias disponíveis para tornar os processos mais ágeis e qualificados. Em relação às questões hídricas, precisamos criar mecanismos para garantir maior disponibilidade e qualidade de água para o setor empresarial, para a agropecuária e, principalmente, para a população. Neste sentido, o Plano Estadual de Recursos Hídricos apresenta ações claras que precisam ser executadas. Cabe a nós garantir a implementação das ações.

Além disso, vale destacar a necessidade de investimento em mais pesquisas, como a de reaproveitamento de água, de dessalinização e de águas subterrâneas, para que sejamos cada vez mais sustentáveis e que possamos garantir a segurança hídrica para o Estado.

 O que o senhor espera para 2019? Já há planos e metas traçados?

Espero que continuemos evoluindo e que possamos nos manter uma organização jovem e atuante. Acredito muito que o processo de revisão dos nossos processos, proposto pela diretoria, trará uma nova dinâmica à nossa atuação.

 Nos últimos anos, o ES em Ação trabalhou o conceito de plataforma logística como vetor de aumento da competitividade do Espírito Santo. Na sua visão, quais os principais passos que já alcançamos? E quais as principais dificuldades que encontramos para implantar o projeto no Estado?

Conseguimos discutir o conceito da plataforma e suas possíveis aplicações no Espírito Santo com participação de atores públicos e privados na construção do material. No estudo foram analisadas a infraestrutura existente e necessária para plataforma, além de atores para as diferentes possíveis plataformas no Estado. Debatemos o conceito em fóruns qualificados e consolidamos importantes visões sobre o tema. Em 2019 pretendemos discutir o modelo com a nova equipe de governo e buscar organizar ações e iniciativas que permitam evoluirmos na implantação junto a atores públicos, privados e sociedade. Além disso, vamos começar a desenhar uma possível governança dentre os modelos existentes em outras plataformas no mundo.

Este ano o comitê de Desenvolvimento realizou algumas ações para debater a metodologia de pensamento sistêmico para identificar a matriz de Desenvolvimento do Espírito Santo. Depois deste trabalho, gostaríamos de ouvir do senhor quais são as maiores alavancas de oportunidades do Estado, e por que devemos investir mais nelas.

Este comitê fez uma entrega importante, uma matriz ampla e muito abrangente. Foram realizadas diversas entrevistas com muitos empresários, gestores públicos e membros da sociedade, que permitiram entender diferentes pontos de vista sobre o desenvolvimento do Estado e como as diversas áreas se relacionam.  Temos um insumo muito rico para repensar a atuação do Espírito Santo em Ação e dos comitês em 2018. Das alavancas identificadas inicialmente, algumas o Espírito Santo em Ação já vinha trabalhando, como a educação, que quando impulsionada afeta positivamente todas as outras áreas de desenvolvimento. Algumas outras alavancas ainda serão melhor debatidas e buscaremos identificar a nossa participação. Vale ressaltar que o desenvolvimento do Estado é muito dinâmico, então a ideia é que a matriz seja constantemente atualizada.