Ecossistema de inovação capixaba

Como transformar o Espírito Santo na porta de entrada de projetos inovadores? Essa pergunta permeou uma oficina de trabalho realizada ES em Ação e uma resposta coletiva está sendo produzida por instituições públicas e privadas, bem como pessoas ligadas ao tema, que estão trabalhando forte para melhorar o ambiente capixaba de inovação. Afinal, diante de uma era digital que trouxe, dentre outras coisas, IoT, hiperconectividade, big data, inteligência artificial, nós precisamos, mais do que nunca, conectar as ações!

Integrar iniciativas pode ser um caminho para avanços significativos no raio do ecossistema capixaba de inovação. O mapeamento e a comunicação do que está sendo realizado em nosso território são passos importantes para o entendimento desse projeto.

Contudo, devemos avançar! Potencializar a criação de novas ideias, através de programas como o Sinapse da Inovação (FAPES) e outros espalhados em ambientes universitários e empresariais, além dos que nascem naturalmente para tentar resolver os problemas da sociedade, pode incentivar o surgimento de um maior número de startups. Estas, por sua vez, precisam de orientações apropriadas ao incremento da ideia.

Valorizar as ações das incubadoras em operação no Estado e das instituições que investem em desenvolvimento dessas ideias, que posteriormente se tornam negócios, gerando empregos e renda, também é ação admirável da sociedade.

As aceleradoras, ainda incipientes em nosso Estado, contribuem para transformar ideia em projeto, atribuir gestão e governança, bem como dar escala e formas de monetização ao negócio.

Desmistificar as origens de financiamento das startups com potencial também será necessário. Investidor Anjo ou Fundos de Venture Capital precisam ser entendidos e difundidos, pois são uma alternativa de investimento econômico e social com potencial transformador.

Ter uma boa ideia e não possuir disciplina para colocar em prática é apenas perda de tempo. Um ambiente propício ao acolhimento e desenvolvimento poderá fazer a diferença entre investir em solo capixaba ou em qualquer outro polo tecnológico do mundo.

Sebastien Taveau, Chief Technologist da Zelle, rede norte americana de pagamentos em tempo real, afirmou que “aqueles que terão sucesso não precisam ser os mais inovadores, precisam ser os melhores integradores”. Essa frase pode ajudar na resposta à indagação inicial de transformar o Espírito Santo na porta de entrada de projetos inovadores.

 

Nailson Dalla Bernadina

Diretor de Competitividade do Espírito Santo em Ação